Dicionário – DEF

O Dicionário de termos psiquiátricos contém muitas palavras explicadas didaticamente.

Dedução e Indução

Dedução e Indução são métodos de conhecimento e costumam estar atrelados à vocação das pessoas, algumas são predominantemente dedutivas, outras indutivas. Enquanto na dedução o raciocínio parte do geral e/ou universal para o particular, na indução vai do particular para o geral. Um exemplo de Dedução: de “todos os homens são mortais” (uma afirmação de caráter geral), podemos deduzir que “Sócrates é mortal” (uma afirmação particular).

Um exemplo de Indução: quando percebemos que “João morreu”, “Maria morreu”, “Pedro morreu”, e todos os outros seres humanos morreram (ou seja de várias constatações individuais), podemos concluir que “todos os seres humanos são mortais” (afirmação geral).

Em geral, embora isso não seja tão certo quanto parece, a indução é o processo mais natural das ciências empiricas. Por isso um pouco mais sobre ela:
Chama-se Indução ou Conclusão indutiva a passagem de um conjunto finito de casos para um conjunto maior, eventualmente infinito, de casos. Ou: da constatação de casos singulares para a afirmação de uma lei geral. O método indutivo consiste na obervação de casos particulares para o estabelecimento de hipóteses de caráter geral.

Conclusões Indutivas são perigosas, pois generalizações de premissas verdadeiras podem levar a uma falsa conclusão. O primeiro a perceber o caráter incerto de conclusões indutivas foi Aristóteles, mas o primeiro a formulá-lo de forma mais precisa foi David Hume (1711-1776).

Para Hume, a formulação do problema acentua o caráter temporal das induções: De afirmações sobre o passado e o presente não podem ser deduzidas prognoses absolutamente seguras sobre o futuro. Ou seja, mesmo que todos os cisnes até hoje observados sejam/tenham sido brancos, não se pode afirmar com absoluta convicção que todos os cisnes sempre serão brancos. Um exemplo mais humorístico oferece Bertrand Russell: um peru que todas as manhãs recebia ração estaria errado ao supor que no dia 24 de dezembro também receberia ração: neste dia ele foi para a panela.

Veja a Fonte: Dr. phil Guido Imaguire

Deficiência Mental

Segundo a descrição do DSM.IV, a característica essencial do Retardo Mental é quando a pessoa tem um “funcionamento intelectual significativamente inferior à média, acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades:

comunicação, autocuidados, vida doméstica, habilidades sociais, relacionamento interpessoal, uso de recursos comunitários, auto-suficiência, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer, saúde e segurança”.

Essa é também a definição de Deficiência Mental adotada pela AAMR (Associação Americana de Deficiência Mental).

Degeneração Neurofibrilar

Degeneração Neurofibrilar
Degeneração Neurofibrilar é uma aglutinação dos neurofilamentos intra neuronais que formam filamentos helicoidais em pares, em grande medida devida à hiper fosforização de proteína tau. Aglutinam-se em massas que se deslocam do núcleo, podendo ficar livres, uma vez destruído o citoplasma neuronal.

Essa lesão é característica da Doença de Alzheimer e outras doenças neurológicas, tais como da Doença de Parkinson pós-encefalítica e da Pam-encefalite esclerosante subaguda

Delirante Crônica, Psicose

Ao contrário dos esquizofrênicos e doentes cerebrais, onde as idéias delirantes são um tanto desconexas, nesta Psicose Delirante Crônica ou Transtorno Delirante Persistente  as idéias se unem num determinado contexto lógico para formar um sistema delirante total, rigidamente estruturado e organizado.

A característica essencial da Psicose Delirante Crônica ou Transtorno Delirante Persistente é a presença de um ou mais delírios não-bizarros (ou seja, delírios organizados) que persistem por pelo menos 1 mês. Para o diagnóstico é muito importante que o delírio do Transtorno Delirante Persistente não seja bizarro nem seja desorganizado, ou seja, ele deve ter seu tema e script organizado e compreensível ao ouvinte, embora continue se tratando de uma falsa e absurda crença.

As alucinações não são proeminentes e nem habituais, embora possam existir concomitantemente. Quando existem, a alucinações táteis ou olfativas costumam ser mais freqüentes que as visuais e auditivas.

Normalmente o funcionamento social desses pacientes Paranoicos não está prejudicado, apesar da existência do Delírio. A maioria dos pacientes pode parecer normais em seus papéis interpessoais e ocupacionais, entretanto, em alguns o prejuízo ocupacional pode ser substancial e incluir isolamento social. A impressão que se tem é a de uma ilha de delírio num mar de sanidade, portanto, uma espécie de delírio insular.

TIPOS DE PSICOSES DELIRANTES PERSISTENTES
A – TIPO EROTOMANÍACO 

Neste caso o delírio habitualmente se refere ao amor romântico idealizado e a união espiritual, mais do que a atração sexual. Acreditam, freqüentemente, ser amados por pessoa do sexo oposto que ocupa uma posição de superioridade (ídolos, artistas, autoridades, etc.) mas, pode também ser uma pessoa normal e estranha.


B – TIPO GRANDEZA

Neste subtipo de Transtorno Delirante Persistente a pessoa é convencida, pelo seu delírio, possuir algum grau de parentesco ou ligação com personalidades importantes ou, quando não, possuir algum grande e irreconhecível talento especial, alguma descoberta importante ou algum dom magistral. Outras vezes acha-se possuidor de grande fortuna.

C – TIPO CIÚME

Neste tipo de Paranoia a pessoa está convencida, sem motivo justo ou evidente, da infidelidade de sua esposa ou amante. Pequenos pedaços de “evidência”, como roupas desarranjadas ou manchas nos lençóis podem ser coletados e utilizados para justificar o delírio. O paciente pode tomar medidas extremas para evitar que o companheiro(a) proporcione a infidelidade imaginada, como por exemplo, exigindo uma permanência no lar de forma tirana ou obrigando que nunca saia de casa desacompanhado(a).

D – TIPO PERSECUTÓRIO (PARANÓIA)

É o tipo mais comum entre os paranoicos ou delirantes crônicos. O delírio costuma envolver a crença de estar sendo vítima de conspiração, traição, espionagem, perseguição, envenenamento ou intoxicação com drogas ou estar sendo alvo de comentários maliciosos.

E – TIPO SOMÁTICO (PARAFRENIA)

A Formação Delirante do Tipo Somático, como justifica o nome, caracteriza-se pela ocorrência de variadas formas de delírios somático e, neste caso, com maiores possibilidades de alucinações que outros tipos de Paranoia. Os mais comuns dizem respeito à convicção de que a pessoa emite odores fétidos de sua pele, boca, reto ou vagina, de que a pessoa está infestada por insetos na pele ou dentro dela, esdrúxulos parasitas internos, deformações de certas partes do corpo ou órgãos que não funcionam.

 

Delirante, Cognição

Sob a designação de Cognição Delirante incluem-se certas convicções intuitivas que surgem inesperadamente, sobretudo no início de surtos psicóticos agudos, vivências que, não raro, se mantêm, arraigadas e firmes, durante largo tempo. O característico dessas vivências é que, em contraste com as anteriores, elas dispensam por completo de conexões significativas com quaisquer dados perceptivos ou representativos concretos, ocorrendo à guisa de intuições puras atuais. É o que pode se evidenciar no seguinte relato do tipo: “- Súbito, eu me dei conta de que a situação significava qualquer coisa de mau, mas eu não sabia o que“.

O mesmo se verifica, neste outro exemplo, em que a paciente se revela repentinamente tomada da tranquila convicção de sua alta linhagem: “sabia que era filha do Presidente da República“, certeza que se instala sob a forma de uma evidência interna imediata, isto é, que não lhe vem de qualquer interpretação, suposição ou reflexão crítica ou lógica, referente a acontecimentos vividos.

Caracteriza-se igualmente como Cognição Delirante, por exemplo, a vivência experimentada por um paciente que, acometido de súbita alteração, sai para a rua, dizendo:  “Eu sou o filho da estrela d´Alva“.

Algumas vezes, contudo, essas cognições aparecem em estreita consonância com a temática delirante, ligando-se então, incidentalmente, a acontecimentos implicados no delírio. Esse tipo de Cognição Delirante ligada à temática do próprio delírio se observa, por exemplo, em pacientes obcecados com a Bíblia.

Jaspers cita o caso de certa jovem que, ao ler o episódio da Ressurreição de Lázaro, sente-se, de repente, ela própria, encarnada na pessoa de Maria. Daí em diante assume o delírio onde sua irmã é Marta, Lázaro é um primo seu e passa a viver, com grande intensidade, o acontecimento narrado na Bíblia.

Veja mais no texto Delírios, na seção Psicopatologia

Delírio

Karl Jaspers define o Delírio com sendo um juízo patologicamente falseado da realidade e que apresenta três características:

1. Uma convicção subjetivamente irremovível e uma crença absolutamente inabalável;
2. Impenetrabilidade e incompreensibilidade psicológica para o indivíduo normal, bem como, impossibilidade de sujeitar-se às influências de correções quaisquer, seja através da experiência ou da argumentação lógica e;
3. Impossibilidade de conteúdo (da realidade) .

Esta tríade proposta por Karl Jaspers é aceita pela psicopatologia clássica, notadamente pela tendência organodinâmica. É contestada, principalmente os itens 2 e 3, por autores psicodinâmicos, mais por uma questão de nosografia que de fenomenologia.

Segundo Kraepelin, “Delírios são idéias morbidamente falseadas que não são acessíveis à correção por meio do argumento“. Bleuler, por sua vez, dizia que ” Idéias delirantes são representações inexatas que se formaram não por uma causal insuficiência da lógica, mas por uma necessidade interior.  Não há necessidades senão afetivas“, determinava ele.

Ideia Delirante, ou Delírio, espelha uma verdadeira mutação na relação eu-mundo e se acompanha de uma mudança nas convicções e na significação da realidade . O delirante encontra-se imerso numa nova realidade de forma à desorganizar a sua própria identidade e se desorganiza pela ruptura entre o sujeito e o objeto, entre o interno e o externo, ou seja, entre o eu e o mundo.

 

Delirium

Delirium consiste de uma perturbação da consciência acompanhada por uma alteração na cognição, a qual não pode ser atribuída a alguma Demência preexistente ou em evolução (DSM.IV). O Delirium é uma síndrome clínica e orgânica de etiologia múltipla e freqüentemente mal diagnosticada. Trata-se, o Delirium, de uma emergência médica verdadeira, comumente interpretado erroneamente como demência ou como psicose funcional, erro este capaz de obscurecer o diagnóstico de um sério distúrbio físico ou tóxico subjacente.

O Delirium, por se tratar de um sério problema de saúde de conseqüência significativa e freqüentemente experimentado por muitos pacientes idosos, principalmente quando hospitalizados, deve merecer sempre uma especial atenção dos médicos generalistas. Devido à sua habitual e potencial reversibilidade clínica, o tratamento do Delirium é uma atitude médica essencial.

Do ponto de vista fenomenológico os pacientes com delirium, ou seja, aqueles portadores de algum transtorno mental orgânico, têm alteração da atenção, da memória e conseqüentemente da orientação. Não apresentam pensamento sistematizado, somente fragmentos. Eles parecem não compreender o que se passa a sua volta. Outra peculiaridade é a observada piora noturna e em qualquer situação que diminua o “input” sensorial, já que sua atenção está reduzida.

Podem apresentar alterações da psicomotricidade principalmente agitação noturna, retirando equipos de soro, sondas vesicais ou tentando pegar pequenos animais onde não há nada (alucinose visual).

A característica essencial do Delirium consiste de uma perturbação da consciência, acompanhada por uma alteração na cognição, que não pode ser melhor explicada por uma demência preexistente, ou em evolução. A perturbação desenvolve-se em um curto período de tempo, de horas a dias, tendendo a flutuar no decorrer do dia. É importante observar que os distúrbios cognitivos em questão são predominantemente do nível de consciência, o que diferencia, por exemplo das esquizofrenias em que há alteração isolada de conteúdo.

Etiologicamente podemos sistematizar as causas de Delirium da seguinte forma:

CAUSAS COMUNS DE DELIRIUM
Drogas: Abstinência de Álcool; Abstinência de Sedativos
Distúrbios Endócrinos: hipo/hiperglicemis; hipo/hipertiroidismo
Distúrbios Eletrolíticos: hiponatremia; hipo/hipercalcemia
Distúrbios Nutricionais: encefalopatia de Wernicke; deficiência de vitamina B12
Falência de Órgãos Sistêmicos: encefalopatia hepática; uremia
Meningites: bacteriana; viral; fúngica
Encefalites: AIDS; herpes simplex
Distúrbios Vasculares: encefalopatia hipertensiva; hemorragia subaracnoide; infarto cerebral
Trauma: concussão; hemorragia intracraniana
Convulsões: estado pós-ictial

Veja Delirium na seção Psicoses

 

Delirium Tremens

Delirium Tremens é sinônimo de Síndrome de Abstinência ao Álcool com Delirium. Trata-se de um estado psicótico agudo que ocorre durante a fase de abstinência em pessoas dependentes de álcool.

Delirium Tremens é caracterizado por confusão, desorientação, ideação paranoide, delírios, ilusões, alucinações (tipicamente visuais ou táteis, menos comumente auditivas, olfatórias ou vestibulares), inquietação, distração, tremores (algumas vezes grosseiros), sudorese, taquicardia e hipertensão.

Esse quadro é usualmente precedido por sinais de síndrome de abstinência simples. O início do Delirium Tremens ocorre usualmente 48h ou mais após a retirada ou a redução do consumo de álcool, mas pode apresentar-se até 1 semana após este período. Deve ser distinguido da alucinose alcoólica, que nem sempre é um fenômeno da abstinência.

 

Deliróide, Ideia

A distinção fundamental entre Ideias Delirantes (que é o Delírio) e Ideias Deliroides, é que nas Ideias Deliroides a imagem do mundo exterior é falsificada de acordo com as demandas afetivas e instintivas fragilizadas. O sistema deliroide constrói a realidade da qual a pessoa necessita emocionalmente, portanto, é uma construção da realidade secundária às exigências emocionais e não, como no Delírio, uma ocorrência primária.

O raciocínio que caracteriza a ideia deliroide é bastante similar àquele que todos nós utilizamos, embora de grau muito diferente (patológico). Seria uma fantasia ou devaneio patologicamente mais sólido que aqueles aos quais todos nós estamos sujeitos nos momentos de angústia. Na penúria nos imaginamos ganhando na loteria, o deliroide tem certeza de que ganhou…

Por isso a Ideia Deliroide é compreensível para as pessoas normais na maioria das vezes. Nossas crenças tendem a ser subjetivamente coloridas e, sem dúvida, todos recorremos a certas ficções por insegurança. O emprego da Racionalização e da Projeção com propósitos defensivos, por exemplo, têm o mesmo objetivo psicológico da utilização patológica desses Mecanismos de Defesa como acontece nas Ideias Deliroides.

As Ideias Deliroides, notadamente aquelas organizadas e sistematizadas, constituem tentativas de manipular os problemas e as tensões da vida através da fantasias elaboradas para fornecer aquilo que a vida real nega, entretanto, devido ao seu aspecto mórbido, tais fantasias não são construídas numa estrutura compatível com uma adaptação social normal.

Verificamos, com freqüência, que o conteúdo das Ideias Deliroides revela aspectos significativos dos problemas pessoais do paciente. As fontes desses problemas podem ser freqüentemente encontradas em inclinações e impulsos contrariados, esperanças frustradas, sentimentos de inferioridade, inadequações biológicas, qualidades rejeitadas, desejos importunantes, sentimentos de culpa e outras situações que exigem uma defesa contra a angústia.

Uma profunda necessidade de consolo pode ser satisfeita por idéias auto-elogiosas, portanto, uma falsa Ideia Deliroide de grandeza, por exemplo, pode refletir uma defesa contra sentimentos de inferioridade.

Na Depressão Grave com Sintomas Psicóticos, como sabemos e bem atestou Kurt Schneider, embora a tristeza vital seja considerada primária, no sentido de ser também incompreensível e psicologicamente irredutível, dela deriva e se vincula toda a gama de Ideias Deliroides depressivas. Essas Ideias Deliroides são Pseudo-delírios ou Delírios Secundários, como os denomina Jaspers, por tomá-los psicologicamente compreensíveis e dentro do quadro clínico geral em que se forma formam. Atualmente fala-se também em Delírio Humor-Congruentes.

Veja Idéias Deliroides no texto Delírios, na seção Psicoses

Demência

Demência é a deterioração da função mental que leva a um declínio global das habilidades intelectuais interferindo com as funções normais da pessoa. A Demência ocorre na velhice, atingindo cerca de 20% das pessoas com idade superior a 80 anos. O diagnóstico é complexo e deve ser feito com muito cuidado. Algumas vezes um estado de ansiedade ou depressão pode confundir o diagnóstico.

Outras vezes uma doença cerebral como tumor ou encefalite, e mesmo um remédio ou substância tóxica pode se manifestar com deterioração da função mental. Para um diagnóstico correto são precisos várias avaliações medicas, alem de exames laboratoriais e radiológicos.

Demência não está relacionada diretamente ao envelhecimento. O processo de envelhecimento é acompanhado normalmente por uma diminuição da memória, e eventualmente uma queda no desempenho intelectual. Esse processo é leve, não piora com o tempo e não interfere com as atividades normais.

Popularmente é conhecido como “esclerose” ou “arteriosclerose cerebral“. A Demência, por outro lado, é devida a um determinado processo patológico .

Na Demência há uma ruptura com a realidade, ocorrendo desorientação , confusão e severo distúrbio de memória. A pessoa perde a capacidade de interpretar aquilo que sente, ouve ou vê. Há dificuldade na realização das atividades cotidianas básicas, como a de alimentação, de vestir-se, tomar banho, arrumar-se. A incontinência urinária e/ou fecal é freqüente . A pessoa não consegue escolher roupa apropriada, usar telefone, dirigir automóvel, etc. Em geral a fala e a escrita ficam comprometidas.

Três tipos de demência devem ser destacados: a Doença de Alzheimer, a Demência Vascular, e a Hidrocefalia de Pressão Normal ou Demência Hidrocefálica.

Doença de Alzheimer é a forma mais comum . No Acidente Vascular Cerebral que evolui com vários surtos de isquemias o quadro demencial também pode surgir, caracterizando a Demência Vascular . A Demência Hidrocefálica é mais rara e se caracteriza por dificuldade no andar, incontinência urinária além da demência, e não está ligada ao processo de aterosclerose. .

Algumas doenças metabólicas (doença da tireóide, por ex), falta de vitaminas (vitamina B12, por ex), e intoxicação por certos medicamentos são causas não muito raras de Demência. São situações reversíveis com tratamento.

Demência vascular: é uma forma comum de demência, também denominada demência aterosclerótica, caracterizando uma complicação do acidente vascular cerebral do tipo isquêmico – AVCI. Junto com a Doença de Alzheimer constitui a forma mais comum de demência.

Não se deve ao processo de envelhecimento propriamente dito e sim à doença aterosclerótica cerebral em sua forma mais severa, que leva a repetidas isquemias cerebrais.

Clinicamente confunde-se com a Demência de Alzheimer da qual se distingue por mostrar lesões tanto na tomografia cerebral como na ressonância nuclear magnética (áreas de isquemia em vários pontos do cérebro). Em geral ocorre mais tarde do que a Doença de Alzheimer, surgindo acima dos 80 anos de idade. O quadro clínico é o descrito para demência .

Por ser devida ao processo de aterosclerose se benificia das medidas profiláticas conhecidas, como controle da pressão alta, tratamento de arritmias cardíacas, eliminação do tabagismo, cuidados dietéticos, etc.

Demência Hidrocefálica: é uma forma muito rara de demência, e ocorre uma hidrocefalia com pressão cerebral normal. Está relacionada a doenças cerebrais ocorridas no passado, como hemorragia cerebral, meningite e/ou encefalite ou traumatismo de crânio, e que levam à interrupção do fluxo de líquido céfalo-raquidiano dentro do cérebro. Freqüentemente, entretanto, não se encontra uma causa. Exames como tomografia cerebral ou ressonância nuclear magnética cerebral mostram-se alteradas, indicando o aumento de tamanho dos ventrículos cerebrais.   A pressão intracraniana fica pouco elevada ou normal.

Clinicamente se apresenta com três sintomas característicos: demência, dificuldade para andar e incontinência urinária. O tratamento é cirúrgico e consiste na instalação de um sistema de derivação do liquido céfalo-raquidiano com a interposição de uma válvula.

Veja Demências na seção Geriatria.

 

Dependência Cruzada

Dependência Cruzada é o termo farmacológico usado para denotar a capacidade de uma substância (ou classe de substâncias) de suprimir as manifestações da síndrome de abstinência de outra substância ou classe e assim manter o estado de dependência física. Note que dependência é normalmente usado num sentido psicofarmacológico mais estrito, associado à supressão dos sintomas da síndrome de abstinência.

Uma conseqüência do fenômeno da Dependência Cruzada é que a dependência a uma substância é mais provavelmente desenvolvida se o indivíduo já está dependente de uma substância relacionada. Por exemplo, a dependência de um benzodiazepínico desenvolve-se mais rapidamente em indivíduos já dependentes de uma outra droga deste tipo ou de outras substâncias com efeitos sedativos, tais como álcool e barbitúricos.

 

Dependência Química ou Drogadicção

Drogadicção (ou Adicção a Drogas) é um neologismo inadequado originado da má tradução do inglês ou espanhol, mas, de qualquer forma, acabou fazendo parte da linguagem técnica psiquiátrica quando se refere à Dependência Química. Assim sendo, adicção e dependência tornaram-se sinônimo.

A maioria das definições de adicção a drogas ou Dependência de Substâncias inclui descrições do tipo “indivíduo completamente dominado pelo uso de uma droga (uso compulsivo)” e vários sintomas ou critérios que refletem a perda de controle sobre o consumo de drogas.

As pesquisas, hoje em dia, caminham através da Psiquiatria e da Psicologia Experimental, juntamente com a neurobiologia. Todas essas áreas se esforçam para identificar os elementos emocionais e biológicos que contribuem para alterar o equilíbrio do prazer (homeostase hedonista), alterações esta que dá origem àquilo que se conhece como drogadicção (droga-adicção).  A palavra “adicção” é um neologismo técnico que quer dizer, de fato, “drogadicção“.

O tema “drogas” é muito complexo, multidimensional e tem atraído a atenção da maioria dos países. Nas últimas duas décadas, importantes avanços nas ciências do comportamento e nas neurociências vieram contribuir para um melhor entendimento na questão do abuso de drogas e da drogadicção (droga-adicção).

A neurociência tem identificando circuitos neuronais envolvidos em todos tipos de abusos conhecidos, assinalando regiões cerebrais, neuroreceptores, neurotransmissores e as vias neurológicas comuns afetadas pelas drogas. Também têm sido identificados os principais receptores das drogas suscetíveis de abuso, assim como todas as ligações naturais da maior parte desses receptores.

Neurologicamente a Dependência Química deve ser considerada uma doença. Ela está ligada a alterações na estrutura e funções cerebrais, e isso torna a drogadicção fundamentalmente uma doença cerebral. Inicialmente, o uso de drogas é um comportamento voluntário mas, com o uso prolongado um “interruptor” no cérebro parece ligar-se, e quando o “interruptor” é ligado, o indivíduo entra em estado de dependência química caracterizado pela busca e consumo compulsivo da droga.

Segundo o CID.10, Dependência seria um conjunto de fenômenos psico-fisiológicos que se desenvolvem após repetido consumo de uma substância psicoativa. Tipicamente a Dependência estaria associada à várias circunstâncias, como por exemplo, ao desejo poderoso de tomar a droga, à dificuldade de controlar o consumo, à utilização persistente apesar das suas conseqüências nefastas, a uma maior prioridade dada ao uso da droga em detrimento de outras atividades e obrigações, a um aumento da tolerância pela droga e por vezes e, finalmente, associado a um estado de abstinência quando de sua privação.

Síndrome de Dependência pode dizer respeito a uma substância psicoativa específica (por exemplo, o fumo, o álcool ou o diazepam), a uma categoria de substâncias psicoativas (por exemplo, substâncias opiáceas) ou a um conjunto mais vasto de substâncias farmacologicamente diferentes.

Segundo o DSM.IV, a característica essencial da Dependência de Substância é a presença de um agrupamento de sintomas psico-fisiológicos indicando que o indivíduo continua utilizando uma substância, apesar de problemas significativos relacionados a ela.

Existe um padrão de auto-administração repetida que geralmente resulta em tolerância, abstinência e comportamento compulsivo de consumo da droga. Um diagnóstico de Dependência de Substância pode ser aplicado a qualquer classe de substâncias, exceto à cafeína. Os sintomas de Dependência são similares entre as várias categorias de substâncias, mas, para certas classes, alguns sintomas são menos salientes e, em alguns casos, nem todos os sintomas se manifestam.

Depressão

O termo Depressão pode significar um sintoma que faz parte de inúmeros distúrbios emocionais sem ser exclusivo de nenhum deles, pode significar uma síndrome traduzida por muitos e variáveis sintomas somáticos ou ainda, pode significar uma doença, caracterizada por marcantes alterações afetivas.

Sendo a sintomatologia depressiva muito variada e muito diferente entre as diferentes pessoas, a psicopatologia recomenda como válido a existência de apenas três sintomas depressivos básicos e suficientes para sua detecção, no entanto, estes sintomas básicos darão origem à infinitas manifestações desta alteração afetiva. Trata-se, esta tríade, da:

1 – Inibição Psíquica,
2 – do Estreitamento do Campo Vivencial e,
3 – do Sofrimento Moral.

Inibição Psíquica é um dos sintomas básicos da Depressão e se manifesta como uma espécie de freio ou lentificação dos processos psíquicos em sua globalidade, uma lassidão generalizada de toda a atividade mental. Em graus variáveis, esta inibição geral torna o indivíduo apático, desinteressado, lerdo, desmotivado, com dificuldade em suportar tarefas elementares do cotidiano e com grande perda na capacidade em tomar iniciativas. O campo da consciência e da motivação estão seriamente comprometidos, daí a dificuldade em manter um bom nível de memória, de rendimento intelectual, da atividade sexual e até da agressividade necessária para tocar adiante o dia-a-dia.

Estreitamento Vivencial não pode ser diferenciado totalmente da Inibição Psíquica. A palavra mais adequada para designar este fenômeno é ANEDONIA, ou seja, a incapacidade em sentir prazer.

O universo vivencial do deprimido vai sendo cada vez menor e mais restrito e a preocupação com seu próprio estado sofrível toma conta de todo seu interesse vivencial. Não há ânimo suficiente para admirar um dia bonito, para interessar-se na realização ocupacional, para degustar uma boa bebida, para deleitar-se com um filme interessante, para sorver uma boa companhia, para incrementar sua discoteca, enfim, em seu rol de ocupações só existe a preocupação consigo próprio. Nada mais lhe dá prazer, nada mais pode motivá-lo.

Sofrimento Moral, ou sentimento de menos-valia, é o fenômeno mais marcante e mais desagradável na trajetória do depressivo. É um sentimento de autodepreciação, autoacusação, inferioridade, incompetência, pecaminosidade, culpa, rejeição, feiura, fraqueza, fragilidade e mais um sem-número de adjetivos pejorativos. Evidentemente, tais sentimentos aparecem em grau variado; desde uma sutil sensação de inferioridade até profundos sentimentos depreciativos.

Veja Depressão na seção Depressão

Depressão Anaclítica

Depressão Anaclítica é uma depressão infantil precoce que representa um severo prejuízo no desenvolvimento físico e psíquico das crianças vítimas de abandono e/ou negligência. Esse tipo de depressão infantil e precoce foi descrita pela primeira vez por Spitz, que a via como um quadro de perda gradual de interesse pelo meio, perda ponderal (de peso), comportamentos estereotipados (tais como balanceios) e, eventualmente, até a morte.

É devido à esses trabalhos sobre abandono e negligência que Winnicott chega a dizer que “Sem ter alguém dedicado especificamente às suas necessidades, o bebê não consegue estabelecer uma relação eficiente com o mundo externo. Sem alguém para dar-lhe gratificações instintivas e satisfatórias, o bebê não consegue descobrir seu próprio corpo nem desenvolver uma personalidade integrada“.

Veja Abandono e Negligência Precoce Infantil no texto Adoção e Orfanatos, na seção Infância.

Depressão Endógena e Exógena

Depressão Endógena é a denominação antiga para a depressão constitucional e biológica (endo=dentro), ou seja, que vem de dentro da pessoa. Seria a Depressão que não depende, exclusivamente ou nada, da situação vivencial da pessoa mas sim, dos elementos de personalidade. Em contrapartida teríamos a Depressão Exógena ou Depressão Neurótica (exo=fora) dependente das circunstâncias de vida, aparecendo como uma reação depressiva da pessoa contra a situação na qual de encontra, ou seja, que vem de fora da pessoa.

Hoje em dia não se faz essa distinção (endógena/exógena) com o mesmo entusiasmo de antigamente, entretanto, para fins culturais é bom que se tenha noção da sinonímia das depressões conforme abaixo:

Depressão Endógena Depressão Exógena
Depressão Biológica
Depressão Constitucional
Depressão Maior
Depressão Psicótica Depressão Neurótica
Depressão Reativa
Depressão Menor
Reação Depressiva

Veja Depressão na seção Depressão

Depressão Pós-Parto ou Puerperal

Depressão Pós-parto ou Depressão Puerperal é um transtorno afetivo, usualmente transitório, que se inicia após um parto ou no período puerperal (até aproximadamente até 45 dias após o parto).

Suas características clínicas variam de um breve rebaixamento do humor até uma depressão grave com ansiedade e apreensão e, mais grave ainda, com sintomas psicóticos.  Nesse último caso há severos riscos à segurança da paciente e do bebê. Pode haver sentimentos de indiferença ou hostilidade para com a criança e para com o pai desta.

A incidência da Depressão no Pós-parto é elevada chegando a percentual de 10 a 15% nas mulheres que amamentam. O período de maior incidência está em torno dos primeiros dias do pós-parto, mas esses números são confusos quando se tenta estabelecer diferenças entre a chamada Tristeza Materna (Maternity Blues), a Depressão Pós-parto e uma crise depressiva de recaída do Transtornos Afetivo Bipolar no puerpério.

As alterações psíquicas mais comuns do puerpério podem ser divididas em três tipos; a Tristeza Materna (Maternity Blues), a Psicose Puerperal e a Depressão Pós-parto. A Tristeza Materna atinge até dois terços das puérperas, desenvolve-se nos 10 primeiros dias de pós-parto e se caracteriza por irritabilidade, depressão, labilidade do humor, choro fácil e indisposição.

A diferença entre Tristeza Materna e Depressão Pós-parto, apesar de não ser bem esclarecida pelos autores, parece estar no grau de severidade e na evolução do quadro, bem menor e mais breve na Tristeza Materna. A observação clínica, entretanto, mostra que a questão não é assim; o curso e época de maior incidência entre esses dois quadros parecem ser muito diferentes.

Estudos epidemiológicos têm estimado que mais de 80% das mulheres em idade reprodutiva, de modo geral, experimenta algum sintoma de humor deprimido. A Tristeza Materna (Maternity Blues), por sua vez, apresenta uma prevalência de 25 a 85%, dependendo do critério diagnóstico utilizado. Os sintomas desta síndrome se iniciam logo nos primeiros dias do pós-parto, diminuindo pelo décimo quinto dia e se resolvendo logo depois. Uma das características de diagnóstico para Tristeza Materna é que seus sintomas característicos não devem ser considerados suficientes para causar sérios danos para o funcionamento da mulher.

Veja Depressão Pós-parto na seção Feminino

Derreista, Pensamento

Pensamento Derreista é aquele que se desvia da razão, faltando-lhe vocação em se atrelar à realidade. Sua característica principal e criar, a partir de novas representações, um mundo novo de acordo com os desejos, anseios e angústias. Uma das modalidades (a mais grave) de Pensamento Derreista é o Pensamento Autista, o qual se recolhe totalmente em si mesmo, isolado e emancipado da realidade, prescindindo dos estímulos externos e bastando-se a si mesmo.

Bleuler deixou explícito que nos casos de esquizofrenia o pensar se encontra profundamente alterado. O voltar-se para o mundo interno contribui para que o pensamento se manifeste sob a forma de devaneio, quando a pessoa pode deixar suas fantasias em total liberdade, de rédeas soltas. Em tais circunstâncias, o pensar não obedece às leis da lógica e, nos casos mais acentuados, tudo transcorre como se o indivíduo estivesse submerso num verdadeiro estado onírico.

Para Bleuler, o Pensamento Derreista obedece às suas próprias leis e utiliza as relações lógicas habituais apenas na medida em que são convenientes mas, de qualquer forma, ele não se acha ligado de nenhuma maneira a essas leis lógicas. O Pensamento Derreista está dirigido pelas necessidades íntimas do paciente, o qual pensa mediante símbolos, analogias, conceitos fragmentários e vinculações acidentais.

Veja Pensamento Dereista na seção Psicopatologia em Alterações (da Forma) do Pensamento

 

Descarrilamento do Pensamento

Descarrilhamento do pensamento é uma alteração do curso do pensamento passa a extraviar-se do seu curso normal, retornando aqui e acolá ao seu curso original e geralmente está associado à marcante distraibilidade.

No Descarrilamento (“afrouxamento de associações”) surge um padrão de discurso no qual as idéias da pessoa mudam de um assunto para outro sem qualquer relação ou apenas obliquamente relacionado. Ao mover-se de uma frase ou oração para outra, a pessoa muda de assunto, idiossincraticamente, de um quadro de referência para outro, podendo dizer coisas em justaposição, sem que tenham um relacionamento significativo.

Esta perturbação ocorre entre as frases, em contraste com a Incoerência na qual a perturbação se dá dentro das frases. Uma mudança ocasional de assunto sem aviso ou conexão obvia não constitui um descarrilamento.

Veja Alterações do Pensamento em Psicopatologia

 

Descriminalização

Descriminalização é a anulação de leis ou regulamentações que definem como criminoso um comportamento, produto ou condição. O termo é usado tanto em conexão com drogas ilícitas como com delitos de embriaguez em via pública.

Assim, a Descriminalização é claramente distinguida da legalização, o que envolve a completa anulação de qualquer definição de um crime, freqüentemente acompanhado com um esforço governamental para controlar ou influenciar o mercado do comportamento ou produto afetado. Pretende-se descriminalizar o uso da maconha e não legalizar a maconha. Veja abaixo para entender melhor.

Trecho da entrevista do prof. Carlini, conduzida por Drauzio Varella onde a Descriminalização pode ser melhor entendida

Drauzio – Como você encara a legalização da maconha?
Carlini – Sou totalmente contra o uso e a legalização da maconha. No entanto, é necessário distinguir legalização de descriminalização. Quando falo em descriminalizar, não estou me referindo à droga. Estou me referindo a um comportamento humano, individual, que atinge o social. Quando falo em legalizar, falo de um objeto. Posso legalizar, por exemplo, o uso de determinado medicamento clandestino ou de um alimento qualquer desde que prove que eles não são prejudiciais à saúde.

Como a maconha faz mal para os pulmões, acarreta problemas de memória e, em alguns casos, leva à dependência, não deve ser legalizada. O que defendo é a descriminalização de uma conduta. Veja o seguinte exemplo: se alguém atirar um tijolo e ferir uma pessoa, não posso culpar o tijolo. Só posso criminalizar a conduta de quem o atirou. A mesma coisa acontece com a maconha. O problema é criminalizar seu uso e assumir as conseqüências da aplicação dessa lei.

Nos Estados Unidos, num único ano, 600.000 pessoas foram detidas e processadas por posse de maconha e o sistema de justiça americano acabou não fazendo outra coisa do que julgar jovens que, na maioria das vezes, não haviam cometido nenhum outro deslize e ficavam marcados por uma ficha criminal que os prejudicava na hora de conseguir um emprego, por exemplo, e de tocar a vida.

Diante disso, vários estados americanos optaram por descriminalizar o uso da maconha. O mesmo fizeram o Canadá e alguns países da Europa, entre eles Portugal. O importante não é punir um comportamento. É corrigi-lo. Para tanto, deve existir um programa eficiente de prevenção e de educação para que a pessoa evite consumir essa ou qualquer outra droga.
Repetindo, sou contra o uso e a legalização, mas favorável à descriminalização da maconha.

Fonte

 

Deslocamento - Mecanismo de Defesa

Deslocamento é um mecanismo psicológico de defesa onde a pessoa substitui a finalidade inicial de uma pulsão por outra diferente e socialmente mais aceita. Durante uma discussão, por exemplo, a pessoa tem um forte impulso em socar o outro, entretanto, acaba deslocando tal impulso para um copo, o qual atira ao chão.

Veja mais em Teorias da Personalidade, no texto Freud, na seção Personalidade

 

Desorientação (e Orientação) Alopsíquica

Desorientação é um estado psíquico funcional em virtude do qual não temos consciência plena da situação real em que nos encontramos. É indubitável que, ao contrário da Desorientação, a Orientação depende, antes de mais nada, da integridade psíquica e do estado de consciência e, uma vez perturbada esta consciência, altera-se concomitantemente a orientação.  A Orientação mobiliza, em sua execução, fatores que muito cooperam em sua eficácia funcional e que envolvem o exercício de certas operações mentais, bem mais complexas do que se conhece.

Chama-se de Orientação Alopsíquica a orientação da pessoa em relação ao mundo, ao tempo e ao espaço. A orientação no tempo e no espaço depende estritamente da percepção, da memória e da contínuo processamento psíquico dos acontecimentos. Na Desorientação Alopsíquica a pessoa se desorienta em relação aos demais e ao ambiente à sua volta. Ela não sabe quem são as outras pessoas, mesmo que tenham sido íntimas, não sabe o que é o ambiente onde está, etc.

Na Desorientação Autopsíquica total, o indivíduo não sabe quem é. Normalmente esse desconhecimento da própria identidade se verifica nas amnésias totais traumáticas, nos estados de acentuada obnubilação da consciência ou na evolução extremas dos processos demenciais. Bem mais frequente a chamada falsa orientação autopsíquica. É a que acomete os enfermos delirantes, quando se auto atribuem uma nova identidade ou quando assimilam a personalidade de figuras fantasiosas de seus delírios.

Veja mais em Alterações da Orientação na seção Psicopatologia

Despersonalização

Despersonalização é a sensação de estranheza e falta de realidade de si mesmo. Como sintoma psiquiátrico a Despersonalização não é rotineiramente estudada, a não ser quanto a participação em outros transtornos psiquiátricos, como por exemplo, os de ansiedade, depressão e conversão.

Despersonalização é muito semelhante à chamada Personalidade Múltipla e se caracteriza por alteração persistente e/ou recorrente na percepção de si mesmo, como a experiência de sentir-se separado do próprio corpo, de agir mecanicamente ou de estar num sonho.

Não há uma outra personalidade aqui, há sim, uma sensação de irrealidade para com o próprio corpo. A epilepsia é uma das causas orgânicas que mais apresentam a Despersonalização e que deve ser distinguida do Transtorno Dissociativo. Normalmente a Despersonalização é acompanhada de grande sensação de ansiedade.

Devido a falta de trabalhos sistemáticos para caracterizar a Despersonalização como uma categoria psiquiátrica e não apenas um sintoma flutuante, um grupo de pesquisadores se propôs a traçar um perfil clínico deste quadro, tomando-o como transtorno isolado.

Em uma pesquisa foram estudados 30 pacientes, 19 mulheres e 11 homens. Foi utilizado o manual americano de transtornos psiquiátricos para fazer e avaliar o diagnóstico de Despersonalização.

Testes de realidade foram aplicados durante o episódio de Despersonalização, assim como a escala de experiências dissociativas.

Resultados – A idade média de início da desordem de Despersonalização foi de 16,1 anos, duração média de 15,7 anos. Seu curso é bastante variável, alguns pacientes relatarem que os sintomas da Despersonalização persistiram continuamente por anos, outros disseram que era episódico. A duração pode ser restrita a alguns minutos ou estender-se a poucos anos. Aproximadamente metade dos pacientes relata um início abrupto, enquanto outra metade um início um início gradual.

Os fatores desencadeantes relatados foram: sentimentos de depressão, ansiedade, ciúmes, estresse; uso de drogas, álcool, anti-histamínicos, cafeína; privação de sono, cansaço, interações sociais, relações sexuais.

Fatores atenuantes citados: estimulação física (beliscar-se ou mutilar-se), exercícios, meditação, dor física, estresse emocional, ficar sozinho, manter uma relação de confiança. Em alguns casos a Despersonalização era tão intensa que o paciente preferia morrer a continuar vivendo daquela maneira. Ainda não se encontrou um tratamento realmente eficaz para este transtorno.

Veja Despersonalização em Transtorno do Espectro Histérico (ou Histriônico) na seção Transtornos Histéricos e Afins

 

Desrealização

Desrealização é uma experiência subjetiva de alienação semelhante à Despersonalização, mas que envolve o mundo externo ao invés das experiências próprias do indivíduo e sua personalidade. O ambiente pode parecer descolorido, sem vida e parecer artificial ou num estágio no qual as pessoas estão agindo em papéis errados.

Desrealização é a alteração da sensação a respeito de si próprio, enquanto a Despersonalização é a alteração da sensação de realidade do mundo exterior sendo preservada a sensação a respeito de si mesmo. Contudo ambas podem acontecer simultaneamente. A classificação norte-americana não distingue mais a desrealização da despersonalização, encarando-as como o mesmo problema.

Contrariamente ao que o nome pode sugerir, a despersonalização não trata de um distúrbio de perda da personalidade: este problema inclusive não tem nenhuma relação com qualquer aspecto da personalidade normal ou patológica.

 

Determinismo

Determinismo, mais precisamente Determinismo Antropológico, é a doutrina que afirma que todo agir humano é determinado por variáveis biológicas, ou seja, que como somos hoje-aqui-e-agora depende exclusivamente de componentes biológicos de nossa personalidade. Isso significa que todas as suas vontades e ações não são livres (no sentido de uma determinação racional e espontânea) de uma determinação do sujeito, e sim resultado de mecanismos biológicos.

O caso mais evidente do determinismo biológico é o determinismo genético, o qual afirma que uma pessoa é completamente determinada pelos seus gens: poderia exemplificar extremistamente, dizendo que se a pessoa gosta de sorvete de chocolate ou morango, isso é, em última análise, segundo o determinista genético, fixado pelos seus gens. Exageradamente poderíamos dizer que se um cientista decifrasse todos os gens, ele poderia dizer se a pessoa é mais inclinada à morango ou chocolate. Um argumento contra tal determinismo seria a demonstração que gêmeos univitelinos também podem ser bastante diferentes.

Uma outra forma de determinismo biológico é defendido por Pavlow, segundo seu esquema de reações instintivas aprendidas. Este modelo não é um puro biologismo, porque afirma a influência do meio na determinação de um indivíduo.

É necessário se perceber, que Determinismos são defendidos em diferentes graus. Uma coisa é afirmar que algumas características básicas são dadas geneticamente, outra coisa seria afirmar que tudo (até mesmo a decisão sobre a cor da camisa) é resultado de mecanismos biológicos.

Formas alternativas de Determinismo seriam: determinismo ambiental (Skinner), determinismo sócio-econômico(Marx), determinismo psicológico, ou até mesmo um determinismo teológico: Deus determina o seu comportamento. Estes modelos podem ser até mesmo complementares: poderia se dizer que o comportamento humano é determinado pelas variáveis gens + ambiente, ou gens + estrutura psicológica, etc.

Contra o determinismo é defendida a tese do Libertacionismo: O ser humano é livre para determinar suas ações.  É a opinião do senso comum.

Veja a Fonte em Dr. Phil. Guido Imaguire

Determinismo Cultural

A expressão “determinismo” é, por origem, associada ao componente biológico e constitucional da personalidade, ou seja, refere-se à maneira da pessoa ser aqui-e-agora uma conseqüência da biologia (gens, traços, constituição…), com pouca ou nenhuma contribuição de fatores sociais, culturais e psicológicos.  Determinismo Cultural é a expressão que se refere à visão de que o desenvolvimento, a psicologia e o comportamento humano seriam determinados pela cultura, com pouca ou nenhuma contribuição de fatores biológicos e psicológicos.

Determinismo Cultural é um conceito que se opõe, por um lado, ao Determinismo Biológico (determinismo originalmente conceituado)  e, simultaneamente, ao Determinismo Psicológico segundo o qual, a psicologia determina tudo.

Dialética

Originalmente, Dialética quer dizer a arte do diálogo, da contraposição de idéias que leva a outras idéias. O conceito de dialética, porém, é apropriado por diferentes doutrinas filosóficas e, de acordo com cada uma delas, assume um significado distinto.

Para Platão (427 a.C.-347 a.C.?), a Dialética é sinônimo de filosofia, o método mais eficaz para se aproximar as idéias particulares das idéias universais ou puras. Para ele, apenas por meio do diálogo o filósofo pode procurar atingir o verdadeiro conhecimento, partindo do mundo sensível e chegando ao mundo das idéias. É a técnica de perguntar, responder e refutar, que ele teria aprendido com Sócrates (469 a.C.-399 a.C.). Por meio da decomposição e da investigação racional de um conceito, chega-se a uma síntese, que também deve ser examinada, num processo infinito que busca a verdade.

Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.) define a dialética como a lógica do provável, do processo racional que não pode ser demonstrado. “Provável é o que parece aceitável a todos, ou à maioria, ou aos mais conhecidos e ilustres“, diz o filósofo.

O alemão Emmanuel Kant (1724-1804) retoma a noção aristotélica quando define a dialética como “lógica da aparência”. Para ele, a dialética é uma ilusão, pois se baseia em princípios que, na verdade, são subjetivos.

Dialética e História
No início do século XIX, Friedrich Hegel (1770-1831) apresenta a dialética como um movimento histórico do espírito em direção à autoconsciência. É um processo movido pela contradição: uma tese inicial se contradiz e é ultrapassada por sua antítese. Por sua vez, essa antítese, que conserva elementos da tese, é superada pela síntese, que combina elementos das duas primeiras, num progressivo enriquecimento.

Hegel usa esse processo para justificar uma unidade entre espírito e natureza, conciliando conceitos religiosos e científicos. Segundo ele, a história da humanidade cumpre uma trajetória dialética que é marcada por três momentos: tese, antítese e síntese. O primeiro vai das civilizações orientais antigas até o surgimento da filosofia na Grécia. Hegel o classifica como objetivo, porque considera que o espírito está imerso na natureza.

O segundo é influenciado pelos gregos, mas começa efetivamente com o cristianismo e termina com Descartes. É um momento subjetivo, no qual o espírito toma consciência de sua existência e surge o desejo de liberdade.

O terceiro, ou a síntese absoluta, acontece a partir da Revolução Francesa, quando o espírito consciente controla a natureza e o desejo de liberdade se concretiza na concepção do Estado moderno.

Dialética marxista
Karl Marx (1818-1883) e Friederich Engels (1820-1895) reformam o conceito hegeliano de dialética: utilizam a mesma forma, mas introduzem um novo conteúdo. Chamam essa nova dialética de materialista, porque o movimento histórico, para eles, não é produzido pelo espírito. Consideram que o espiritual é apenas um produto derivado das condições materiais da vida.

A dialética materialista analisa a história do ponto de vista dos processos econômicos e sociais e a divide em quatro momentos: antiguidade, feudalismo, capitalismo e socialismo. Cada um dos três primeiros é superado por uma contradição interna, que eles chamam de “germe da destruição“. A contradição da antiguidade é a escravidão. Do feudalismo, os servos. Do capitalismo, o proletariado. E o socialismo seria a síntese final, em que a história cumpre seu desenvolvimento dialético.

Veja a Fonte

 

Diazepam

Diazepam é uma substância pertencente à família dos benzodiazepínicos e utilizada para controle da ansiedade (ansiolítico).  Quando se pretende tratar medicamentosamente a ansiedade estamos falando, quase exclusivamente, dos benzodiazepínicos ou tranquilizantes. Essas são as drogas mais usadas em todo o mundo e, talvez por isso, consideradas um problema da saúde pública nos países mais desenvolvidos.

Os benzodiazepínicos são utilizados nas mais variadas formas de ansiedade e, infelizmente, sua indicação não tem obedecido, desejavelmente, a determinadas regras. Na clínica psiquiátrica os benzodiazepínicos são, quase sempre, utilizados como coadjuvantes, quando a causa básica da ansiedade ainda não estiver sendo prontamente resolvida. No caso, por exemplo, de um paciente deprimido e, conseqüentemente ansioso, os benzodiazepínicos podem ser úteis enquanto o tratamento antidepressivo não estiver exercendo o efeito pleno desejável.

Principais Benzodiazepínicos (nomes químicos e comerciais)
ALPRAZOLAM: Frontal, Tranquinal, Apraz
BROMAZEPAM: Brozepax, Deptran, Lexotam, Nervium, Novazepam, Somalium, Sulpam
BUSPIRONA: Ansienon, Ansitec, Bromopirim , Brozepax, Buspanil, Buspar
CLOBAZAM: Frizium, Urbanil
CLONAZEPAM: Clozal, Rivotril
CLORDIAZEPÓXIDO: Psicosedim
CLOXAZOLAM: Elum, Olcadil
DIAZEPAM: Ansilive, Calmociteno, Diazepam, Diazepan, Kiatriun, Somaplus, Valium
LORAZEPAM: Lorium, Lorax, Mesmerin

 

Dinorfina

Dinorfina é um peptídeo opioide endógeno (secretado fisiologicamente pelo organismo) derivado de uma das três famílias de proteínas precursoras que constituem a superfamília de peptídeos opioides.

Acredita-se que esses peptídeos formam parte do sistema de transmissão da percepção dolorosa, da regulação do estado de ânimo e da aprendizagem.

As Dinorfinas representam os elementos endógenos dos receptores opióides kappa. A administração intravenosa (60 mg/kg) de Dinorfinas a viciados em heroína durante os períodos de abstinência tem demostrado que possuem efeitos transitórios.

Um estudo recente sobre os efeitos de Dinorfina A em pessoas dependentes de opiáceos e com síndrome de abstinência, revelou que esta substância é muito bem tolerada (até a dose de 1000 µ/kg), inócua e que não afeta aos parâmetros fisiológicos, observando-se um efeito moderado sobre la diminuição dos sintomas de abstinência leve a opiáceos em seres humanos.

Dipsomania

Dipsomania é um impulso periódico à ingestão de grandes quantidades de bebidas alcoólicas. Alguns raríssimos casos de Dipsomania são dirigido ao consumo impulsivo de qualquer outra substância, inclusive gasolina, querosene, etc. Na Dispomania é característico o paroxismo incoercível com que se processa a ingestão de bebidas alcoólicas, ao mesmo tempo em que não se observam outras contingências associadas ao alcoolismo crônico comum.

O verdadeiro dipsômano é uma pessoa normal, subitamente invadido por um estado de ânimo indefinível e penoso, o qual acaba sempre por arrasta-lo à ingestão copiosa de bebidas alcoólicas, mesmo contra seus desejos e propósitos. Pode beber um dia inteiro ou durante vários dias ou semanas, ininterruptamente. Em dado instante, quase sempre bruscamente e após um sono prolongado, a crise é superada e a pessoa volta à situação anterior de normalidade, normalmente com amnésia do ocorrido.

Veja os quadros onde se inclui os IMPULSOS PATOLÓGICOS ou TRANSTORNOS DO CONTROLE DOS IMPULSOS
1. – Impulsos Agressivos-Destrutivos
2. – Frangofilia
3. – Piromania
4. – Dromomania
5. – Dipsomania
6. – Cleptomania
7. – Jogo Patológico
8 – Tricotilomania

Atualmente ha uma tendência em incluir nos Transtornos do Controle dos Impulsos, também os Transtornos Alimentares e, mais didaticamente, quadros de TOC e de TOC-semelhantes, passando todo o grupo desses impulsos patológicos a se chamar Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo.

Veja mais em Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo

 

Acetilcolina

Acetilcolina (AC) é um neurotransmissor relevante para a memória e outras funções centrais, bem como para o funcionamento neuromuscular em nível periférico. Existem dois tipos de receptores de AC, os receptores nicotínicos e muscarínicos. Os receptores nicotínicos se unem aos canais iônicos, são mais rápidos e geralmente excitatórios, são bloqueados pelo curare e se estimulam pela nicotina e acetilcolina.

Os receptores muscarínicos se unem à proteína G, são mais lentos, são excitatórios ou inibitórios, são bloqueados pela atropina e estimulados pela muscarina, pilocarpina e acetilcolina.

A concentração de AC está disminuída no cérebro dos pacientes com Doença de Alzheimer. Também podem estar implicados mecanismos da AC nos trastornos do humor ou do estado de ânimo.

A Acetilcolina foi o primeiro neurotransmissor descoberto. Ela se encontra nos neurônios motores da espinha dorsal, nos neurônios pré-ganglionares do Sistema Nervoso Autônomo (SNA) e nos neurônios pós-ganglionares do Sistema Nervoso Autônomo Parassimpático ou Vagal.

As vias colinérgicas se projetam desde os núcleos basais de Meynert, situados no globo pálido, ao córtex frontal e parietal, principalmente, e ao tálamo, amígdala e hipocampo.

Acetilcolina

Acetilcolina (AC) é um neurotransmissor relevante para a memória e outras funções centrais, bem como para o funcionamento neuromuscular em nível periférico. Existem dois tipos de receptores de AC, os receptores nicotínicos e muscarínicos. Os receptores nicotínicos se unem aos canais iônicos, são mais rápidos e geralmente excitatórios, são bloqueados pelo curare e se estimulam pela nicotina e acetilcolina.

Os receptores muscarínicos se unem à proteína G, são mais lentos, são excitatórios ou inibitórios, são bloqueados pela atropina e estimulados pela muscarina, pilocarpina e acetilcolina.

A concentração de AC está disminuída no cérebro dos pacientes com Doença de Alzheimer. Também podem estar implicados mecanismos da AC nos trastornos do humor ou do estado de ânimo.

A Acetilcolina foi o primeiro neurotransmissor descoberto. Ela se encontra nos neurônios motores da espinha dorsal, nos neurônios pré-ganglionares do Sistema Nervoso Autônomo (SNA) e nos neurônios pós-ganglionares do Sistema Nervoso Autônomo Parassimpático ou Vagal.

As vias colinérgicas se projetam desde os núcleos basais de Meynert, situados no globo pálido, ao córtex frontal e parietal, principalmente, e ao tálamo, amígdala e hipocampo.

Acetilcolina

Acetilcolina (AC) é um neurotransmissor relevante para a memória e outras funções centrais, bem como para o funcionamento neuromuscular em nível periférico. Existem dois tipos de receptores de AC, os receptores nicotínicos e muscarínicos. Os receptores nicotínicos se unem aos canais iônicos, são mais rápidos e geralmente excitatórios, são bloqueados pelo curare e se estimulam pela nicotina e acetilcolina.

Os receptores muscarínicos se unem à proteína G, são mais lentos, são excitatórios ou inibitórios, são bloqueados pela atropina e estimulados pela muscarina, pilocarpina e acetilcolina.

A concentração de AC está disminuída no cérebro dos pacientes com Doença de Alzheimer. Também podem estar implicados mecanismos da AC nos trastornos do humor ou do estado de ânimo.

A Acetilcolina foi o primeiro neurotransmissor descoberto. Ela se encontra nos neurônios motores da espinha dorsal, nos neurônios pré-ganglionares do Sistema Nervoso Autônomo (SNA) e nos neurônios pós-ganglionares do Sistema Nervoso Autônomo Parassimpático ou Vagal.

As vias colinérgicas se projetam desde os núcleos basais de Meynert, situados no globo pálido, ao córtex frontal e parietal, principalmente, e ao tálamo, amígdala e hipocampo.

Ecocinesia

Ecocinesia ou Ecomimia ou Ecopraxia é a imitação compulsiva dos movimentos de outras pessoas, observada às vezes na Síndrome de Gilles de la Tourette e em diversos quadros mentais, tais como na mania, esquizofrenia, demência, quadros do lobo frontal, etc.

Trata-se da imitação automática das ações que se vê realizar, tais como levantar os braços, cruzar as pernas, dobrar um papel… etc. A Ecomimia tem sua causa relacionada predominantmente aos transtornos de desagregação do eu, nos quais o enfermo não consegue sentir-se como si mesmo, atuando intencionalmente. Vem daí a “necessidade” que tem de imitar os movimentos dos demais.

Esta imitação se efetua com movimentos irregulares e espasmódicos. A Ecocinesia faz parte dos comportamentos em eco, como a ecolalia ou ecofrasia, a ecomimia, ecofonia…

Ecografia

A Ecografia é também conhecida por Ultrassonografia, um exame complementar (auxiliar) no qual se visualiza os órgãos internos através de imagens indiretas.  Trata-se de uma técnica de diagnóstico baseada em ondas ultrassonoras emitidas e posteriormente refletidas por uma sonda que varre, permitindo obter uma imagem dos tecidos duros e moles.

Funciona com o mesmo princípio do radar. O aparelho emite sons de alta freqüência e os recebe de volta.

Dependendo da distância e do tamanho dos elementos a serem examinados se obtêm diferentes tons de coloração cinza.

Atualmente existem aparelhos de Ultrassonografia coloridos, onde um microchip consegue através do aparelho de ecografia identificar separadamente algumas estruturas, principalmente aquelas que tem um fluxo de líquido em seu interior, como nas artérias, veias, ductos excretores da bile e urina, dando uma coloração específica para cada um.

Por ser um exame complementar, a Ultrassonografia não possui precisão de 100%.

Ecolalia

A ecolalia é um sintoma de linguagem descrito como “repetição em eco da fala do outro”. Este sintoma diferencia-se de outros quadros imitativos exatamente por não apresentar “erro”. O sintomático, nesse caso, está justamente no “acerto”, na rigidez e literalidade da Ecolalia, que denunciam uma fala sem “autoria”. 

O estudo dessas repetições em eco do outro diz respeito à equivalência entre “ecolalia” e “imitação”.  A repetição da fala do outro tem sido considerada como “porta de entrada” da criança na linguagem.  Entre os distúrbios da fala temos, então:

Ecolalia – Repetição tal qual papagaio do que as pessoas dizem, com eliminação de qualquer evidência de entendimento do que foi mencionado e com perda da fala espontânea. Lesão situa-se no giro angular e córtex adjacente da fissura sylviana posterior do hemisfério dominante. Deve ser realçado que, para se manifestar, a área de Broca deverá estar intacta.

Dislalia – Distúrbio benigno da linguagem caracterizado por omissões ou substituições errôneas de consoantes. É a típica conversa do personagem Cebolinha. Bons resultados com fonoterapia.

Disartria – Articulação inapropriada das palavras. Vista em uma ampla variedade de condições neurológicas distintas. Doenças que afetam o cerebelo e parkinsonianos em fase mais avançada costumam exibir esse transtorno. Entretanto, para fins didáticos, o exemplo mais marcante, que deve-se ter em mente para uma pronta identificação desse distúrbio da fala, é o do “bebum em final de noitada”. Aliás, intoxicação aguda pelo álcool é a causa mais freqüente de disartria. Apesar disso, outras etiologias devem ser ponderadas, principalmente quando a história clínica (e o hálito!) negar esta possibilidade. Em nosso meio, pessoas com a “doença dos açorianos” (Doença de Machado-Joseph), que apresentam marcantes sintomas cerebelares, costumam ser chamados de bêbados até que o diagnóstico seja estabelecido. 

Pacientes com outras formas de heredo-ataxias não raramente sofrem os mesmos percalços sociais.
Afonia – Perda completa da voz, sem qualquer outro sintoma associado. Distúrbios nos órgãos responsáveis pela fonação devem ser pesquisados. 

Na falta de evidência sugestiva de organicidade, uma origem psicogênica deveria ser questionada.

Anartria – Total incapacidade para pronunciar as palavras devido a um defeito no comando nervoso da musculatura envolvida na fonação. Apesar de não emitir sons, demonstra Ter sob controle consciente todos os demais complexos componentes da linguagem. A síndrome do encarcerado em si próprio (the “locked-in syndrome”), em conseqüência de lesões na porção ventral da ponte, é a causa mais freqüente desta rara condição. Nela, os pacientes estão totalmente paralisados e os movimentos oculares são a única forma de expressar plena consciência dos fatos.

Mutismo acinético – Pacientes nesse estado encontram-se em completa irresponsividade, apesar de estar alertas. Nenhuma forma racional de comunicação é possível. Atividade mental consciente nunca é manifestada. A expressão leiga “morto-vivo” talvez seja a melhor forma de expressar essa condição. Lesões vasculares na parte superior do tronco cerebral ou diencéfalo, ou mais raramente hidrocefalia, são as causas. Fonte

Efeito Mozart

A ideia do Efeito Mozart surgiu em 1993 na Universidade da Califórnia, em Irvine, com o físico Gordon Shaw e Frances Rauscher, pesquisadores em desenvolvimento cognitivo.  Eles estudaram os efeitos sobre alguns estudantes universitários produzidos quando escutavam os primeiros 10 minutos da Sonata para Dois Pianos em Ré Maior de Mozart.   Eles encontraram um melhoramento temporário do raciocínio espaço-temporal, conforme medido pelo teste Stanford-Binet de QI.

Ego

Princípio da realidade.  Segundo a Psicanálise, no processo de satisfação do libido (pulsão do ID), o organismo biológico se confronta com o Real, neste momento constitui-se o EGO, Princípio da Realidade começa a se formar quando o bebê passa a se reconhecer como sujeito (fase do espelho) e não mais como uma extensão do corpo da mãe, passando à controlar corretamente e decidindo quais instintos podem ser satisfeitos ( controle das esfíncteres, repertório social, por exemplo) e de que forma. O ID se orienta pelo princípio do prazer/desprazer, O Ego pelo Real.

Egodistônico e Egosintônico

Egodistônico. Diz-se Egodistônico para os aspectos do pensamento, dos impulsos, atitudes, comportamentos e sentimentos que contrariam e perturbam a própria pessoa; é o oposto ao egosintônico.

Por exemplo: a pessoa é homossexual, porém, discorda desse jeito dela própria ser.

Egosintônico. Diz-se Egodistônico para os aspectos do pensamento, dos impulsos, atitudes, comportamentos e sentimentos que não perturbam a própria pessoa; é o oposto ao egodistônico.

Por exemplo: a pessoa é homossexual e concorda desse jeito dela própria ser.

Ejaculação Precoce

Ejaculação Precoce ou Ejaculação Rápida representa um sério problema no controle do tempo do orgasmo, ocorrendo este orgasmo muito mais cedo do que o desejado, portanto, gerando um final abrupto e insatisfatório para a atividade sexual tanto para o homem quanto para a mulher.

Estudos recentes sugerem que a Ejaculação Precoce seja o problema sexual mais comum entre os homens, afetando algo em torno de 10-30% em algum momento de suas vidas.

O homem com Ejaculação Precoce freqüentemente manifesta decepção, ansiedade e sofrimento com essa situação. Tais sentimentos surgem não somente porque a rapidez da ejaculação interfere com sua satisfação sexual mas, freqüentemente, porque afeta também a satisfação de sua parceira.

Portanto, diferentemente das outras disfunções eréteis, as quais são prontamente definidas como ausência sexual, o estado da Ejaculação Precoce pode ser referido como uma atividade sexual muito insatisfatória. Essa dificuldade sexual geralmente motiva o casal a buscar tratamento. Sentir ansiedade sobre o desempenho sexual é comum entre homens.

Elação

Elevação, altivez, o oposto de depressão. Prazer, energia, interesse, impulso realizador e/ou criativo. Na Elação há um transbordamento dos sentimentos instintivos e um afastamento mais acentuado da realidade.

Todos acontecimentos são recebidos com exagerada satisfação e felicidade pelo paciente, o qual, julga-se completamente imune aos acontecimentos negativos, mantém uma certa intimidade com divindades cósmicas e comporta-se destemidamente diante de qualquer desafio.

Eletroconvulsoterapia

Eletroconvulsoterapia, também conhecida como Eletrochoque ou E.C.T. é uma das formas de tratamento psiquiátrico, que consiste na aplicação de uma corrente elétrica nas regiões bi-temporais, em geral em torno de 90 a 110 volts, durante fração de segundo, determinando uma crise convulsiva no paciente.

O E.C.T teve muita aplicação antes da era dos psicofármacos, sendo uma das poucas alternativas para o tratamento das psicoses. Após o advento dos psicofármacos, seu uso decaiu bastante, mas nos últimos anos vem novamente ganhando espaço no tratamento das psicoses e, inclusive, vem também, sendo bastante pesquisado na literatura internacional.

O E.C.T. tem duas principais grandes indicações: nas depressões graves resistentes aos outros tratamentos e que põem em risco a vida do deprimido, e nos quadros catatônicos agudos ( uma psicose onde o paciente fica bloqueado nos seus movimentos, não fala, não alimenta, não ingere líquidos e resiste a qualquer tipo de ajuda), onde o paciente pode vir a falecer, se não for prontamente tratado pelo E.C.T.. Muitos leigos e alguns adeptos do movimento antipsiquiátrico atacam o E.C.T.

Muitos leigos e alguns adeptos do movimento antipsiquiátrico atacam o E.C.T., como sendo um instrumento de tortura . Isto não é verdade! Sendo parcimoniosamente utilizado, é de portentosa ajuda; o paciente não sofre dor durante a aplicação ( nos centros mais especializados o doente é anestesiado) e sendo seu uso criterioso, não determina comprometimentos neurológicos ou da personalidade.

Eletroencefalograma

eletrencefalografia ou eletroencefalograma é exame que grava correntes cerebrais detectando alterações elétricas cerebrais associadas à epilepsia, distúrbios do Sono e doenças cerebrais devidas a distúrbios metabólicos. É exame básico no diagnóstico de morte cerebral quando demonstra a ausência de atividade cerebral.

Eletromiografia

eletroneuromiografia é o exame que mede a atividade elétrica dos nervos através da estimulação da pele. É utilizado no diagnóstico de doenças do nervo e também dos músculos.

Embriaguez Patológica

A embriaguez simples ou normal é uma reação normal ao uso abusivo do álcool (quando a quantidade de álcool ingerido é maior do que a velocidade de sua metabolização). De modo geral a personalidade da pessoa tem uma influência marcante sobre a forma da embriaguez.. 

A embriaguez normal pode cursar das seguintes formas abaixo descritas, nem sempre sendo necessário que todos os indivíduos apresentem a mesma seqüência, podendo essas fases ocorrerem isoladamente ou sucessivamente, dependendo do grau da bebedeira. 

Embriaguez Patológica 
Embriaguez Anormal ou Patológica ocorre em função do indivíduo não apresentar um quadro ordinário de embriaguez como foi descrito anteriormente.  A Embriaguez Patológica se distingue da Embriaguez Normal pelo fato do indivíduo, mesmo com pequenas quantidades de bebida alcoólica ingerida, apresentar um estado de ânimo exageradamente excitado, desinibição excessiva, descargas comportamentais agressivas e graves, enfim, manifestar ações que diferenciam muito de sua personalidade quando sóbrio. 

Embora para um observador desavisado as ações do paciente com Embriaguez Patológica pareçam coordenadas e inteligíveis, esse estado se caracteriza por uma grande sensação de estranheza, perplexidade, desorientação e alguns comportamentos automáticos. Posteriormente, poderá haver comprometimento grave da memória sobre o ocorrido. 

Apesar de pessoas normais poderem apresentar este tipo de reação, em regra geral, as pessoas com Embriaguez Patológica são portadoras de alguma disfunção cerebral, notadamente a disritmia. Por causa disso tem expressiva importância especial aconselhar a plena abstinência para os portadores de alterações cerebrais. 

A conduta delituosa da Embriaguez Patológica pode se caracterizar pelas seguintes particularidades:

1) A ação é imotivada, portanto, o ato delituoso independe das circunstâncias exteriores, faltando assim um motivo suficiente para provocá-lo.
2) Ausência de premeditação, caracterizando as reações como impulsivas e francamente bruscas.
3) A ação é inesperada e surpreendente, estando claramente em desacordo com as tendências habituais da pessoa.
4) Há furor brutal e extraordinária violência. As atitudes agressivas desencadeadas nesses estados epilépticos não se saciam mesmo depois de conseguido o objetivo da agressão. Algumas vezes, logo depois desse rompante explosivo a pessoa adormece profundamente.
5) Há amnésia do episódio.
6) Há semelhança fiel com outros episódios anteriores.
7) Há influencia favorável com tratamento anti-epiléptico.
Deve-se enfatizar que a Embriaguez Patológica constituiu um requisito biológico da irresponsabilidade penal e deverá ser incluída no capitulo da perturbação da atividade mental, tendo em vista que estes pacientes apresentam, em verdade, um transtorno da consciência. Essa alteração da consciência pode ser denominada, pela psicopatologia, como Estado Crepuscular (veja mais sobre Transtornos da Consciência, em particular, o Estado Crepuscular).

 

Emoção

Segundo o dicionário do site Integração Corpo Mente, emoção é um estado sentimental momentâneo em que o indivíduo tem seu organismo excitado. Há diversos tipos de emoção: medo, cólera, alegria, tristeza, piedade, felicidade, remorso, admiração, amor, ódio, culpa, vergonha etc. As emoções podem verificar-se como: experiências emocionais (quando o indivíduo sente a emoção), comportamento emocional (quando é levado, pelo sentimento, a fazer algo), além de se notarem também alterações fisiológicas que correspondem ou são provocadas diretamente pela própria emoção: ficar “corado” de vergonha, ficar “branco” de susto, ter batidas do coração aceleradas por causa do medo etc.

Logo se vê que toda emoção é um sentimento que pode levar a uma ação (preparação motora): um sentimento de cólera leva ao ataque, um sentimento de grande tristeza provoca o choro “para desabafar”. Evidentemente, a intensidade das emoções varia muito, e se a tensão resultante da emoção for muito alta, haverá o impulso para uma ação correspondente.

É muito difícil e até impossível “descrever” as emoções, simplesmente porque se trata de sentimentos próprios e que dependem inclusive da experiência pessoal de cada um. Entretanto, há relações íntimas do sentimento com a atividade muscular e glandular do indivíduo.

Assim, temos: aceleração da circulação sangüínea (aceleração das batidas do coração), tremor nas pernas, sorriso franco, suor (“Fulano suou frio quando viu a onça!”), choro, empalidecimento momentâneo ou ruborização das faces, contração dos músculos faciais. Em geral, a emoção está ligada a uma situação específica (medo daquela onça; amor por aquela moça), mas também pode acontecer de sentirmos uma experiência emocional desligada de uma situação imediata (emoções provocadas por acúmulo de experiências, como na frase popular: “…foi a gota que fez transbordar tudo!”).

Algumas das emoções mais básicas, criadas por situações simples e que surgem no indivíduo antes de outras, são: alegria, medo, cólera, tristeza. Por isso, são chamadas emoções primárias (se bem que a maior parte dos medos são aprendidos, isto é, não se pode dizer que o medo em geral é inato). Outras – como aversão, prazer, dor – dependem de estímulos dos sentidos.

Por outro lado, as emoções que dizem respeito ao indivíduo considerando seu próprio comportamento formam um grupo que inclui vergonha, remorso, noção de êxito e de fracasso, culpa etc. Podemos ainda considerar mais um grupo de emoções: as de sentimentos dirigidos a coisas ou a outras pessoas: amor, inveja, ódio etc.

As expressões emocionais são variadas. Pode-se dizer que toda emoção é um estado provocado por uma situação externa ao indivíduo e adequada a uma reação também externa. Um estado de medo, por exemplo, pode ser provocado por um automóvel vindo em nossa direção, e disso resulta uma ação imediata: fugir ao perigo. Também há estímulos que provocam gargalhadas, como uma situação muito cômica; ou cócegas por causa do roçar do dedo na pele etc.

Alguns movimentos de expressões emotivas não são aprendidos: sorrir, chorar, gritar etc. Mas outros são adquiridos, por imitação, e a vida em sociedade até exige que o indivíduo use de expressões – digamos – de educação, como polidez, sorriso cordial, e outras, quando na realidade ele gostaria de expressar desagrado, irritação, desprazer. A isso se chama controlar as emoções, processo que se aprende desde criança.

A emoção se faz sentir organicamente através de sinais que podem ser medidos. Quando o indivíduo sente forte emoção, as batidas do coração se aceleram. A respiração modifica-se igualmente, quando o indivíduo está sob forte emoção. Esse aspecto do funcionamento do organismo sob influência de uma emoção, junto com outro aspecto – o da pressão sangüínea – são pontos importantes para se testar a honestidade em um depoimento, e é nisso que se baseia o detetor de mentiras.

Explicando melhor: o detetor de mentiras procura registrar modificações em fenômenos corporais provocadas pela “emoção de mentir”. Um cinto inflável é colocado ao redor do tórax do indivíduo, e registra as variações ou a normalidade de sua respiração; a pressão arterial é medida pelo aparelhe apropriado comum; e eletrodos sensíveis acusam possíveis variações de condutibilidade de pele (colocados nas costas e nas palmas das mãos).

Dessa forma, o indivíduo que, submetido ao detetor de mentiras, estiver procurando inventar uma desculpa, ou encobrir um crime, ou ocultar um pormenor delicado, ou enfim dizer algo enganoso, logo será acusado, graças aos registros sensíveis das variações fisiológicas provocadas pelo estado emotivo em que se encontra.

 

Empatia

Empatia é a faculdade de experimentar os sentimentos e a conduta de outra pessoa. A empatia, ou endopatia, diz respeito a uma vivência pela qual quem a experimenta se introduz numa situação alheia, real ou imaginária, objetiva ou subjetiva, de tal modo que aparece como se estivesse dentro dela.  A empatia pode referir-se a toda espécie de situações, mas é considerada sobretudo como um problema psicológico.

Adquire grande importância, do ponto de vista de compreensão do próximo, já que essa qualidade do sentimento humano diz respeito, predominantemente, ao inter-relacionamento pessoal.

No entanto, isto não significa que a pessoa que a vive se identifique afetivamente com o estado alheio.  Um desenvolvimento especial da empatia é bastante útil para os psicólogos e psiquiatras, principalmente no início do relacionamento com o paciente.

Empírico - Empirismo

Empírico é o conhecimento humano baseado na experiência, na observação e na sensibilização dos 5 sentidos, ou seja, baseada na atitude experimental.  É uma tendência filosófica contraposta ao chamado racionalismo (de Descartes). Um problema empírico se pode solucionar recolhendo e analisando os dados apropriados, mediante técnicas estatísticas significativas.

Um dos filósofos representantes do empirismo foi John Locke. Para ele a mente humana era como uma folha em branco que receberia impressões através dos sentidos, a partir das experiências do indivíduo (empirismo), sem trazer consigo do nascimento, quaisquer idéias tais como a de “extensão”, de “perfeição” e outras, como pretendia Descartes.

Locke achava que o conhecimento, a formação de idéias, começava pelos sentidos, conforme se vê na descrição “Das idéias simples”, em seu “Ensaio sobre o Entendimento Humano“.

Encefalite

encefalite é uma inflamação do cérebro que ocorre devido a uma infeção por uma bactéria ou um vírus. Em geral surge de maneira muito rápida com sintomas de agitação e confusão mental, na maioria das vezes com febre.

Pode haver convulsão, inconsciência e paralisias. Em geral está relacionada a uma infeção inicialmente localizada fora do sistema nervoso, mas pode ser devida a distúrbios da imunidade. Nas infeções bacterianas o tratamento se baseia no uso de antibióticos, e nas infeções a vírus são utilizadas drogas antivirais.

Encefalopatia Hipertensiva

Encefalopatia Hipertensiva é o aumento difuso da pressão intracraniana que pode resultar de uma complicação da má evolução da hipertensão arterial. Os sintomas consistem em edema de papila (fundo do olho), aumento da pressão do líquido cefalorraquidiano, cefaleia, vômitos, convulsões e, finalmente, estado de coma.

Essa Encefalopatia Hipertensiva pode ter um início sub agudo, com surgimento de sinais focais, tais como, alterações visuais, afasia e hemiplegia, mas também pode ser crônico e caracterizar-se por mudanças da personalidade, juízo crítico deficiente e ansiedade.

Encéfalo (Cérebro)

encéfalo é um órgão situado dentro do crânio que faz parte do sistema nervoso sendo constituído por células especiais denominadas células nervosas ou neurônios. Controla o funcionamento dos outros órgãos enviando e recebendo informações de todas as partes do corpo humano.  Pesa cerca de 1.300g (adulto jovem) e é formado por aproximadamente 10 bilhões de neurônios. As funções cerebrais superiores que são responsáveis pelo nosso comportamento e pela inteligência não estão relacionadas com o peso ou volume do cérebro.

No cérebro estão os centros que controlam desde nossas emoções, nossa compreensão e nossa linguagem, até aqueles que controlam nossos movimentos mais simples. Contem os órgãos responsáveis por nossa olfação, paladar, visão e audição. Cerca de 70% do cérebro não é visível em sua superfície pois sua estrutura (a córtex cerebral) é constituída por milhares de dobras (as circunvoluções) o que permite uma extensa área em um pequeno espaço. As comunicações entre as células e entre os diferentes centros cerebrais são transmitidas por filamentos (longos ou axônios e curtos ou dendritos) e envolvem substâncias químicas (neurotransmissores), destacando-se a acetilcolina e a serotonina.

O encéfalo é constituído pelo tronco, o cerebelo e o cérebro. O tronco cerebral é a porção mais posterior ou caudal do encéfalo e se continua com a medula. O cerebelo envolve o tronco cerebral, localizando-se posteriormente ao cérebro, e o cérebro ocupa a maior parte da cavidade do crânio e é formado por duas partes semelhantes, os hemisférios cerebrais. Pelo tronco cerebral passam todas as fibras que ligam o corpo ao cérebro e que cruzam a linha média, provocando o fato de que estímulos localizados à direita do corpo terminam no lado esquerdo do cérebro.

A maior parte dos nervos cranianos (que são responsáveis pela sensibilidade e pela movimentação dos músculos da face, por ex) nascem no tronco cerebral. No tronco também se localizam os centros responsáveis pela estado de vigília ou alerta que ao serem lesados produzem o estado de coma. O cerebelo corresponde a 10% do peso do encéfalo e é responsável pela coordenação dos movimentos. Os hemisférios cerebrais contem estruturas como o hipotálamo que mantém a temperatura do corpo, os controles da pressão arterial e da respiração e centros reguladores da produção de hormônios e a córtex cerebral que possui uma estrutura complexa que contem a grande maioria dos neurônios. Na córtex estão localizados os centros motores (região frontal ou lobo frontal) de onde saem os estímulos que provocam a nossa movimentação bem como os centros sensitivos (região parietal ou lobo parietal) que recebem as informações de todos os órgãos. Na região frontal ou lobo frontal também está localizada a área responsável pela linguagem falada que se situa no hemisfério esquerdo de pessoas destras. Também na córtex cerebral estão situados os centros responsáveis pela olfação, audição e visão. A memória, por ex, tem sua regulação situada na região temporal ou lobo temporal.

O encéfalo contem cavidades ou ventrículos por onde circula um liquido, liquido cefalorraquidiano, que transporta substâncias relacionadas ao equilíbrio metabólico do sistema nervoso. Este liquido caracteristicamente é límpido como água de rocha e é produzido por células que formam as paredes das cavidades ventriculares circulando no sentido caudal, isto é em direção à medula. Todo o encéfalo, bem como a medula, são envolvidos por uma membrana resistente denominada meninge.

O encéfalo recebe sangue arterial que vem do coração através de calibrosas artérias localizadas no pescoço (artérias carótidas e vertebrais) e que se subdividem em inúmeras ramificações ao atingirem o tecido cerebral. Mais que qualquer órgão o encéfalo tem grande sensibilidade ao oxigênio sendo que a sua falta produz em tempo muito curto graves lesões. Daí a razão das doenças vasculares cerebrais serem tão importantes.

 

Encoprese (incontinência fecal)

Encoprese é a incontinência fecal funcional involuntária. O controle intestinal pode alcançar-se antes dos 5 anos de idade, mesmo que, nas crianças com incapacidade psíquica grave possa surgir mais tardiamente.

Quando a encopresia aparece em crianças, pode se associar com uma consciência deficiente do asseio pessoal ou com problemas pessoais. Por outro lado, pode também dever-se a concomitância com a incontinência fecal.

Ablação

A primeira técnica consistente para a psicocirurgia foi desenvolvida pelo neurologista português Dr. Antônio Egas Moniz, e realizada pela primeira vez em 1935, com o seu colega, Almeida Lima. Moniz baseou sua operação no achado que tinha sido feito alguns anos antes, de que certos sintomas neuróticos induzidos em chimpanzés poderiam ser diminuídos cortando-se as fibras nervosas que conectam o córtex prefrontal com o resto do cérebro. Ele desenvolveu uma técnica chamada leucotomia ou lobotomia que consistia de cortar tratos de fibra entre o tálamo e os lobo frontal, usando uma faca especial chamada um leucótomo.

Os resultados de Moniz foram considerados tão bons, que a lobotomia começou a ser usada em vários países como uma tentativa de reduzir psicose e depressão severa ou comportamento violento em pacientes que não podiam ser tratados com qualquer outro meio (na ocasião, não havia muitos: o choque induzido por insulina e o choque eletroconvulsivo também estavam em seus estágios iniciais e os medicamentos ainda não estavam disponíveis). Assim, a lobotomia era empregada principalmente em pacientes institucionalizados que também mostravam agitação crônica ou angústia e comportamento obsessivo-impulsivo. Moniz foi premiado com o Nobel em 1949 por sua descoberta.

Ablação

A primeira técnica consistente para a psicocirurgia foi desenvolvida pelo neurologista português Dr. Antônio Egas Moniz, e realizada pela primeira vez em 1935, com o seu colega, Almeida Lima. Moniz baseou sua operação no achado que tinha sido feito alguns anos antes, de que certos sintomas neuróticos induzidos em chimpanzés poderiam ser diminuídos cortando-se as fibras nervosas que conectam o córtex prefrontal com o resto do cérebro. Ele desenvolveu uma técnica chamada leucotomia ou lobotomia que consistia de cortar tratos de fibra entre o tálamo e os lobo frontal, usando uma faca especial chamada um leucótomo.

Os resultados de Moniz foram considerados tão bons, que a lobotomia começou a ser usada em vários países como uma tentativa de reduzir psicose e depressão severa ou comportamento violento em pacientes que não podiam ser tratados com qualquer outro meio (na ocasião, não havia muitos: o choque induzido por insulina e o choque eletroconvulsivo também estavam em seus estágios iniciais e os medicamentos ainda não estavam disponíveis). Assim, a lobotomia era empregada principalmente em pacientes institucionalizados que também mostravam agitação crônica ou angústia e comportamento obsessivo-impulsivo. Moniz foi premiado com o Nobel em 1949 por sua descoberta.

Endorfinas

Chamamos de Endorfinas a qualquer dos peptídeos opioides secretados pelo nosso organismo (endógenos) ou ativados no cérebro.  As Endorfinas são formadas por cadeias de aminoácidos e se localizam no sistema límbico e na médula espinal.

As endorfinas possuem as mesmas propriedades da morfina, ou seja, aliviam a dor. elas podem causar euforia, sedação e depressão respiratória.

Ablação

A primeira técnica consistente para a psicocirurgia foi desenvolvida pelo neurologista português Dr. Antônio Egas Moniz, e realizada pela primeira vez em 1935, com o seu colega, Almeida Lima. Moniz baseou sua operação no achado que tinha sido feito alguns anos antes, de que certos sintomas neuróticos induzidos em chimpanzés poderiam ser diminuídos cortando-se as fibras nervosas que conectam o córtex prefrontal com o resto do cérebro. Ele desenvolveu uma técnica chamada leucotomia ou lobotomia que consistia de cortar tratos de fibra entre o tálamo e os lobo frontal, usando uma faca especial chamada um leucótomo.

Os resultados de Moniz foram considerados tão bons, que a lobotomia começou a ser usada em vários países como uma tentativa de reduzir psicose e depressão severa ou comportamento violento em pacientes que não podiam ser tratados com qualquer outro meio (na ocasião, não havia muitos: o choque induzido por insulina e o choque eletroconvulsivo também estavam em seus estágios iniciais e os medicamentos ainda não estavam disponíveis). Assim, a lobotomia era empregada principalmente em pacientes institucionalizados que também mostravam agitação crônica ou angústia e comportamento obsessivo-impulsivo. Moniz foi premiado com o Nobel em 1949 por sua descoberta.

Abstinência

Abstinência é a abstenção do uso de droga ou, mais comumente, de bebidas alcoólicas. O indivíduo que pratica a abstinência é chamado de abstêmio, aquele que não bebe ou não usa drogas. Deve-se, no entanto, diferenciar abstêmio (que não bebe ou não usa drogas) de abstinente, que é a pessoa que não está, ATUALMENTE, bebendo ou que não está, ATUALMENTE, usando drogas.

A expressão “atualmente abstinente”, frequentemente usada em levantamentos populacionais, geralmente define uma pessoa que não ingeriu bebidas alcoólicas nos últimos 12 meses; esta definição não coincide necessariamente com a descrição que o próprio indivíduo faz de si como um abstêmio.

O termo “abstinência” não deve ser confundido com “síndrome de abstinência”.